Claramente falando
Pobres portugueses e portugueses pobres: Confundidos e mal pagos
Enquanto Sócrates, lá da capital, diz que há menos pobreza e desigualdade no país, Guilherme Pinto, diz o mesmo em relação a Matosinhos.
Sintonia perfeita entre os dois, que como costuma Paulo Bento dizer de alguns árbitros que vêm melhor ao longe que ao perto, “precisam de ir ao oftalmologista”. Os dois, claro.
Quanto a nós, precisamos é de ir à bruxa. Grande praga nos devem ter rogado as malvadas das bruxas para termos de alombar com semelhantes responsáveis pela governação!
Em recente sessão com militantes da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, de preparação do programa eleitoral dos socialistas, José Sócrates afirmou que os dados oficiais publicados pelo Instituto Nacional de Estatística provam que as desigualdades e a pobreza foram reduzidas em Portugal durante a sua legislatura! E acrescentava triunfante que 120 mil idosos saíram da pobreza graças ao acerto das medidas do seu mandato!
É o costume: cada vez que Sócrates vem a palco, ficamos com menos pobres e com menores desigualdades sociais. A causa - está visto - só pode ser uma e é o próprio quem a identifica: há melhores políticas sociais no país. A taxa de pobreza em Portugal – elucida-nos o secretário-geral do PS - era de 20 por cento no início da legislatura, em 2005; agora é de18 por cento!
Acredite quem quiser!
Aí está a hipocrisia política no seu estado mais puro. Logo que o actual primeiro-ministro perdeu as eleições europeias disse para si mesmo:
“Tenho de mudar”! E, realmente mudou. Mudou de filosofia política e refinou na forma como pretende convencer o eleitorado. Enganar o povo, para utilizar uma forma mais popular e conhecida.
Uns enganam a nível nacional, outros, a nível concelhio.
Voltemos porém ao nosso primeiro:
Na comparação entre os 20 por cento mais ricos e os 20 por cento mais pobres, esse indicador desceu para níveis muito significativos. O nível de
2008 era de 6,1, quando em 2005 era de 6,9. Quer no que respeita à pobreza,
quer no que respeita às desigualdades, estes números são os menores desde
1995”, apontou o líder do executivo, e sustentou ainda que “esta legislatura
traduziu-se numa redução das desigualdades e da pobreza em Portugal.
Isto não aconteceu por acaso - adiantou. Aconteceu porque houve um esforço do Estado ao nível da redistribuição e da justiça social”. Espanto e perplexidade!
É verdade que o país melhorou como diz, mas para os ricos - há que assinalá-lo. E se para estes melhorou francamente, para os pobres piorou duramente, que, com fome, já ultrapassam os dois milhões.
Procurando salvar o que ainda resta das esperanças dos portugueses nas legislativas, Sócrates acrescenta que a taxa de pobreza nas pessoas com mais de 65 anos era de 29 por cento em 2004. Neste momento é de 22 por cento. Contas feitas, (por ele) houve uma redução de sete por cento.
“Temos consciência que a acção política deste Governo, com as transferências sociais que foi possível efectuar, retirou da pobreza mais de 120 mil idosos” – contou para quem (não) o quis ouvir. Mas diz mais:
"Está em jogo quem vai governar e só há duas forças que podem governar: ou o PS ou a direita, essa é a escolha” (….) "O PS quer um país moderno, tem essa ambição da mudança, da transformação, de andar para a frente e avançar. Mas queremos fazê-lo com toda a gente a bordo, não queremos deixar ninguém na beira da estrada, não queremos deixar ninguém
para trás". - Com este discurso retardado e próximo de novas eleições, os esfomeados irão reconsiderar?
Penso que não! Tal como em Matosinhos a fome é uma vertente de todos os dias e o “sir” presidente, está longe de poder dizer que visitou uma família esfomeada. Se não o fez agora já não o fará. O tempo já é curto para as inaugurações das trezentas obras, não de raiz, mas as obras dos remendos, ou seja, se eu fosse um bom matemático, não hesitaria em dizer, que das trezentas anunciadas, poderão acontecer apenas 10%.
Nesta politica desgraçada que deixou os matosinhenses de rastos e vão continuar até há chegada de uma nova política de reestruturação total no
nosso concelho.
Em boa Hora, chegou o “partido de Matosinhos”, Narciso Miranda Matosinhos-Sempre - com propostas exequíveis e atentas à realidade social e económica de Matosinhos, cuja população é mais fustigada pela crise, devido ao mau encaminhamento político levado a cabo por um executivo sem esperança e arredado de ideias, devido ao seu factor de interioridade e ausência total de indústria e investimento privado e público de qualidade.
Fica-nos a fé pública de que Narciso Miranda tomará medidas imediatas para fazer face à crise económica e social que se vivem, destinadas aos mais necessitados e aos jovens, - como o congelamento das rendas nos bairros sociais, gratuitidade de refeições escolares para os alunos do 1º ciclo,
isenção de taxas de licenciamento de obras para jovens, baixar o IMI de 20%
de imediato e para logo que seja possível atingir os 25%, legalização de todas as habitações clandestinas. Estas e outras medidas poderão ser já as primeiras que Narciso Miranda porá em prática, logo na sua tomada de posse.
Estas medidas justificam-se: - a situação do desemprego crescente,
desertificação galopante, baixa de natalidade e falta de alternativas de modos de vida em Matosinhos, fazem do nosso concelho um caso de estudo, pelas piores razões. Contudo tenhamos a certeza que ainda resta tempo para com muito trabalho Narciso Miranda, corrigir os erros que se vão acumulando.
É premente começar a investir nas pessoas e nas famílias, porque está mais que provado que as populações não vivem de festas e de eventos de
propaganda, mas sim de trabalho e do pão que se põe na mesa todos os dias.
E como é do conhecimento geral e notório, quanto às dificuldades que as famílias atravessam actualmente, nada mais resta àquele, que para bem de
todos nós assumirá o poder e aceitar as boas propostas vindas do seu meio
ambiente politico, das associações, colectividades e outros movimentos cívicos, porque afinal de contas estão em causa pessoas ( em especial os mais carenciados matosinhense), e não números…
Adelino Costa





