quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Claramente falando

Pobres portugueses e portugueses pobres: Confundidos e mal pagos

Enquanto Sócrates, lá da capital, diz que há menos pobreza e desigualdade no país, Guilherme Pinto, diz o mesmo em relação a Matosinhos.
Sintonia perfeita entre os dois, que como costuma Paulo Bento dizer de alguns árbitros que vêm melhor ao longe que ao perto, “precisam de ir ao oftalmologista”. Os dois, claro.
Quanto a nós, precisamos é de ir à bruxa. Grande praga nos devem ter rogado as malvadas das bruxas para termos de alombar com semelhantes responsáveis pela governação!
Em recente sessão com militantes da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, de preparação do programa eleitoral dos socialistas, José Sócrates afirmou que os dados oficiais publicados pelo Instituto Nacional de Estatística provam que as desigualdades e a pobreza foram reduzidas em Portugal durante a sua legislatura! E acrescentava triunfante que 120 mil idosos saíram da pobreza graças ao acerto das medidas do seu mandato!
É o costume: cada vez que Sócrates vem a palco, ficamos com menos pobres e com menores desigualdades sociais. A causa - está visto - só pode ser uma e é o próprio quem a identifica: há melhores políticas sociais no país. A taxa de pobreza em Portugal – elucida-nos o secretário-geral do PS - era de 20 por cento no início da legislatura, em 2005; agora é de18 por cento!
Acredite quem quiser!
Aí está a hipocrisia política no seu estado mais puro. Logo que o actual primeiro-ministro perdeu as eleições europeias disse para si mesmo:
“Tenho de mudar”! E, realmente mudou. Mudou de filosofia política e refinou na forma como pretende convencer o eleitorado. Enganar o povo, para utilizar uma forma mais popular e conhecida.
Uns enganam a nível nacional, outros, a nível concelhio.
Voltemos porém ao nosso primeiro:
Na comparação entre os 20 por cento mais ricos e os 20 por cento mais pobres, esse indicador desceu para níveis muito significativos. O nível de
2008 era de 6,1, quando em 2005 era de 6,9. Quer no que respeita à pobreza,
quer no que respeita às desigualdades, estes números são os menores desde
1995”, apontou o líder do executivo, e sustentou ainda que “esta legislatura
traduziu-se numa redução das desigualdades e da pobreza em Portugal.
Isto não aconteceu por acaso - adiantou. Aconteceu porque houve um esforço do Estado ao nível da redistribuição e da justiça social”. Espanto e perplexidade!
É verdade que o país melhorou como diz, mas para os ricos - há que assinalá-lo. E se para estes melhorou francamente, para os pobres piorou duramente, que, com fome, já ultrapassam os dois milhões.
Procurando salvar o que ainda resta das esperanças dos portugueses nas legislativas, Sócrates acrescenta que a taxa de pobreza nas pessoas com mais de 65 anos era de 29 por cento em 2004. Neste momento é de 22 por cento. Contas feitas, (por ele) houve uma redução de sete por cento.
“Temos consciência que a acção política deste Governo, com as transferências sociais que foi possível efectuar, retirou da pobreza mais de 120 mil idosos” – contou para quem (não) o quis ouvir. Mas diz mais:
"Está em jogo quem vai governar e só há duas forças que podem governar: ou o PS ou a direita, essa é a escolha” (….) "O PS quer um país moderno, tem essa ambição da mudança, da transformação, de andar para a frente e avançar. Mas queremos fazê-lo com toda a gente a bordo, não queremos deixar ninguém na beira da estrada, não queremos deixar ninguém
para trás". - Com este discurso retardado e próximo de novas eleições, os esfomeados irão reconsiderar?
Penso que não! Tal como em Matosinhos a fome é uma vertente de todos os dias e o “sir” presidente, está longe de poder dizer que visitou uma família esfomeada. Se não o fez agora já não o fará. O tempo já é curto para as inaugurações das trezentas obras, não de raiz, mas as obras dos remendos, ou seja, se eu fosse um bom matemático, não hesitaria em dizer, que das trezentas anunciadas, poderão acontecer apenas 10%.
Nesta politica desgraçada que deixou os matosinhenses de rastos e vão continuar até há chegada de uma nova política de reestruturação total no
nosso concelho.
Em boa Hora, chegou o “partido de Matosinhos”, Narciso Miranda Matosinhos-Sempre - com propostas exequíveis e atentas à realidade social e económica de Matosinhos, cuja população é mais fustigada pela crise, devido ao mau encaminhamento político levado a cabo por um executivo sem esperança e arredado de ideias, devido ao seu factor de interioridade e ausência total de indústria e investimento privado e público de qualidade.
Fica-nos a fé pública de que Narciso Miranda tomará medidas imediatas para fazer face à crise económica e social que se vivem, destinadas aos mais necessitados e aos jovens, - como o congelamento das rendas nos bairros sociais, gratuitidade de refeições escolares para os alunos do 1º ciclo,
isenção de taxas de licenciamento de obras para jovens, baixar o IMI de 20%
de imediato e para logo que seja possível atingir os 25%, legalização de todas as habitações clandestinas. Estas e outras medidas poderão ser já as primeiras que Narciso Miranda porá em prática, logo na sua tomada de posse.
Estas medidas justificam-se: - a situação do desemprego crescente,
desertificação galopante, baixa de natalidade e falta de alternativas de modos de vida em Matosinhos, fazem do nosso concelho um caso de estudo, pelas piores razões. Contudo tenhamos a certeza que ainda resta tempo para com muito trabalho Narciso Miranda, corrigir os erros que se vão acumulando.
É premente começar a investir nas pessoas e nas famílias, porque está mais que provado que as populações não vivem de festas e de eventos de
propaganda, mas sim de trabalho e do pão que se põe na mesa todos os dias.
E como é do conhecimento geral e notório, quanto às dificuldades que as famílias atravessam actualmente, nada mais resta àquele, que para bem de
todos nós assumirá o poder e aceitar as boas propostas vindas do seu meio
ambiente politico, das associações, colectividades e outros movimentos cívicos, porque afinal de contas estão em causa pessoas ( em especial os mais carenciados matosinhense), e não números…

Adelino Costa

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Claramente falando

Os decepados

Alexandre Lopes, eleito presidente da Junta de Freguesia da Senhora da Hora, em 2005 nas listas do PS, para ser excluído, nem precisou de “fazer cornos”.
Certo é que, “fazer cornos” é também uma boa via para a exclusão, como o demonstrou há dias em pleno Parlamento o ministro Pinho, naquele que parecia ser apenas mais um número hilariante do ministro. Claro que não passou de um gesto simples, com efeitos surpreendemente potenciados pelas câmaras da televisão. Não terá passado pela cabeça de ninguém que Pinho tenha pretendido ofender o deputado a quem fez aquela inapropriada tauromáquica saudação. Nem foi por isso – convenhamos – que Sócrates fez o que tinha a fazer. Inadmissível e intolerável o gesto, em qualquer situação. Imperdoável e de consequências imediatas, num lugar daqueles!
Foi pena, porque Pinho prometia mais, muito mais, tanto mais que o crescente apagamento de Lino – outro ministro especialmente vocacionado para estas faenas – parecia abrir-lhe perspectivas risonhas para um futuro de sucesso na difícil arte de fazer, nos tempos que correm, rir o povo.
Mas lá que foi divertido, isso foi. E assim, numa das melhores nódoas – o homem tem outras, como se sabe - caiu o pano. Pinho saiu pela porta dos fundos, às arrecuas, sem honra, nem glória, mas com proveito: de imediato Berardo – outro artista a despontar no exigente mercado da comédia – apareceu a propor-lhe emprego!
Vejam como eles se entendem: “o dos cornos” e o daquele madeirense, fortuna sem fim, sem produção que se conheça nalgum empreendimento e, sem nunca se ter ocupado a gerar riqueza!
De importante a salientar, talvez o facto de publicamente vir a ser reconhecido que o gesto é mais importante que a incompetência. Por este governo, entenda-se.
A capacidade de raciocinar com clareza, o sentido da Justiça continua, felizmente, presente em muitos dos detentores do poder, a outros níveis. Noutras terras, com outras gentes - há que dizê-lo!
Que não em Matosinhos. Nem na Senhora da Hora! Como se comprova.
Aqui, o bom trabalho que vem sendo desenvolvido por Alexandre Lopes, em prol da comunidade que representa, não chegou para justificar a lógica recondução no cargo.
Por se ter mostrado indisponível? Nada disso.
Alexandre, desde sempre provou saber exercer a função que, o partido em tempos sugeriu e, que o povo, pelo voto, consagrou.
Por ter sido incompetente? Também não!
Está visto que, segundo a linha política dominante, a incompetência, a incapacidade política e governativa, o vazio de ideias e a confusão mental por si só, não bastam para o afastamento.
Não seria pois, por aqui que Alexandre estaria na calha para a exclusão. Competente, sério, trabalhador e atento aos problemas locais preenchia os requisitos naturais para uma recandidatura. Estes atributos, em abono da verdade, reforçá-la-iam… desde que avaliados pelo prisma da verdade, bom senso e isenção. Embora o próximo passado socialista revele o contrário…
E aqui é que bate o ponto! Como assim?
Ora, voltemos aos “cornos” que Alexandre não fez - lacuna sem a qual não reunia condições para ser decepado.
Já se disse que Alexandre tudo fez para o sucesso do seu mandato. Inclusive, acreditar – e fazer acreditar - no presidente da Câmara.
Enganou-se, porém!
Como naquela do elevador para o edifício Sede da Junta. Que andasse com as coisas, dizia-lhe o outro; depois se arranjariam as verbas. Viste-las? Nem o Alexandre!
Ou aquelas dos clubes desportivos. Que lhes arranjaria um autocarro! Viste-lo?
Nem os dirigentes, nem os atletas por mais altos que fossem, o conseguiram descortinar!
Ou então se o tiveram os “filhos”, não o tiveram os “enteados”. Que, entre os dirigentes desportivos locais também os há! E, completam o ramalhete os “filhos de diabo”…
Que fez então o bom do presidente da Junta para tão dura punição?
Recuemos uns tempos.
Corriam rumores de que Alexandre “enganava” o partido colocando-se ao lado de uma candidatura independente que tem por política – acertada política, saliente-se – denunciar o que vai mal por este reino. Que, sem tibiezas, fala de despesismo, autoritarismo, oportunismo e revanchismo. A outra, ou neste caso, o outro, chama-se Narciso Miranda – o homem que os matosinhenses vão recolocar no sítio de onde aliás nunca devia ter saído!
Desta vez, tomando por contraponto os cornos que o outro fez, o responsável pelo PS na concelhia local, nem sequer foi o último a saber...
Verdade seja que Alexandre, habituado a estar neste mundo de cara lavada, era às claras que “enganava” o partido.
E deu-se então o (im) previsível: do alto do poleiro que temporariamente ocupa, Pinto decretou, para valer como lei, enquanto responsável pela concelhia socialista, o afastamento puro e simples do cidadão Alexandre Lopes dos seus (dele) cadernos eleitorais.
Reagiu a Assembleia Geral de Militantes. Num comunicado oportuno e pleno de emotividade, Pedro Magalhães, presidente da Assembleia, denuncia energicamente o «princípio do fim calamitoso do Partido nas próximas eleições».
E, talvez tenha razão!
A divisão que se vem cavando no seio do PS em Matosinhos só tem paralelo no coveiro – o melhor dos construtores: as suas covas são casas eternas!
A do PS, em Matosinhos está a ser “construída”!
Mas, cuidado!
É que o primeiro a ocupar a vala comum em preparação, pode ser esse, exactamente: o presidente da autarquia, transformado em coveiro mor do partido que não tem sabido preservar.
Os matosinhenses, na altura própria saberão “fazer-lhe a folha” excluindo-o dos seus planos de futuro. Antes que ele, o coveiro, acabe com os matosinhenses!

Adelino Costa

quarta-feira, 8 de julho de 2009


09/Julho 2009

Madoff em seis meses “levou” 150 anos.
Por cá, em 150 anos, pode “apanhar-se” seis meses…

Sentado num sofá e rodeado de 50 alunos sentados à sua volta, o orador disse algumas verdades actualizadas e inconvenientes.
Como esta:
“A justiça em Portugal é lentíssima, é um horror, o verdadeiro problema dos tribunais é a celeridade, já que, hoje em dia, há o acesso dos cidadãos à justiça, a imparcialidade, a independência e competência dos magistrados e funcionários, mas o ritmo ainda é quase medieval se comparado com outros sectores profissionais”, desabafou há tempos atrás, Souto Moura numa “conversa em família” com estudantes católicos bracarenses.
Ainda há poucos anos” – comentou – “os processos, nos tribunais, eram cosidos com fios de sapateiro, mas a verdade é que se evoluiu muito, por exemplo, com magistrados, mil vezes melhor preparados do que no meu tempo, quando a formação profissional ainda não existia para nós”.
José Souto de Moura foi à cidade dos arcebispos falar sobre as suas vivências enquanto magistrado do MP, mas o caso Casa Pia e a experiência como PGR acabaram por dominar a assistência construída por estudantes de Direito e de Comunicação social.
O sistema de justiça americano, tantas vezes apontado como exemplo, acaba por não ser muito diferente do nosso.
Madoff foi condenado a 150 anos.
Em Portugal, o julgamento duraria 150 anos. As semelhanças são óbvias.
A condenação de Bernard Madoff a 150 anos de prisão não pode deixar de indignar todos os que os que possuem o mais pequeno sentido de justiça e nem assim apanhou prisão perpétua.
Como é evidente, Madoff não cumprirá a pena. E se, aos 221 anos saísse da prisão ainda a tempo de gozar a vida – durante um quarto de hora que fosse. Mas também não era provável que enganasse toda a gente durante 20 anos.
E consegui-o.
É que uma coisa é estar-se preso para sempre; outra é poder-se sair ao fim de 150 anos. É uma hipótese remota, mas é uma hipótese…
Sobretudo se alguns cumprirem, por ele, a pena. No fundo, fizessem aos anos de prisão o mesmo que ele fez às contas bancárias dos clientes: a princípio parecem números muito elevados, mas em pouco tempo ficaram reduzidos a nada.
Além do mais, todos sabemos como funciona o sistema: estas pessoas que têm dinheiro para pagar a bons advogados levam 150 anos mas depois, ao fim de 75, já estão cá fora por bom comportamento.
A pena leve de Bernard Maloff tem uma explicação: o julgamento foi feito com um descuido inaceitável. Em seis meses, Maloff foi preso, acusado e julgado.
Recordo que se trata da maior fraude de sempre, que durou duas décadas. Ainda assim, foi julgado em meio ano,
Entre nós, Oliveira e Costa está preso há sete meses. O caso Casa Pia começou a ser julgado em Novembro de 2004. Seis meses não chegaram nem para fazer as bainhas às togas de todos os magistrados envolvidos.
Pela minha parte, registo com surpresa que o sistema de justiça americano, tantas vezes apontado como exemplo, acaba por não ser muito diferente do nosso. Repito:
Madoff foi condenado a 150 anos; em Portugal, o julgamento duraria 150 anos. As semelhanças são óbvias. Como sabe qualquer leitor de Kafka, certos processos conseguem ser tão penosos como uma sentença. No entanto, como também sabe qualquer residente em Portugal, a generalidade dos processos portugueses imita a história de Kafka, mas, ao contrário: em lugar de um inocente que é submetido a um processo longo, absurdo e excruciante, temos um culpado que é submetido a um processo longo, absurdo e prazenteiro.
Por exemplo, Josef K. anda de tribunal em tribunal, em Praga, até perceber que o seu processo se arrastará indefinidamente.
João Vale e Azevedo anda de casa de luxo em casa de luxo, em Londres, porque já percebeu que o seu processo se arrastará indefinidamente. São histórias muito semelhantes, igualmente absurdas, mas a natureza do processo é ligeiramente diferente. Os processos, em Portugal, só são excruciantes para os queixosos.

Adelino costa


Autarquias distinguidas pelas políticas de família
Quarta-feira, 8 Julho 2009
O Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis anuncia hoje publicamente os treze municípios contemplados com o título «Autarquia + Familiarmente Responsável».
Numa iniciativa que visa premiar as edilidades pelas suas políticas em matérias de responsabilidade familiar, as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo, Aveiro, Cadaval, Cantanhede, Évora, Funchal, Tavira, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Vila Real de Santo António, são as distinguidas desta primeira edição.
Numa cerimónia que tem lugar no Auditório da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, em Coimbra, o Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis atribui bandeiras verdes aos municípios, procurando assim distinguir aqueles que investem na construção de uma política integrada de apoio à família e no reforço dos apoios às famílias numerosas.
Ana Cid Gonçalves, porta-voz do Observatório destaca nesta primeira edição “a forte adesão dos municípios tendo em conta a exigência de uma inventariação tão aprofundada do trabalho que estão a desenvolver. A nossa interpelação permitiu ajudar as autarquias a tomar consciência sobre o que já fazem e como podem melhorar”. A responsável revela também que "algumas autarquias ainda mostram alguma dificuldade em conhecer e transmitir as suas iniciativas. O apoio que damos torna-se importante pois permite a melhor avaliação do trabalho desenvolvido e a partilha dessa informação para benefício de todos”.
Esta selecção teve por base os resultados de um inquérito lançado aos 309 municípios portugueses com o objectivo de destacar as políticas de família das autarquias em nove áreas de actuação: apoio à maternidade e paternidade; apoio às famílias com necessidades especiais; serviços básicos; educação e formação; habitação e urbanismo; transportes; cultura, desporto, lazer e tempo livre; cooperação, relações institucionais e participação social; outras iniciativas. São ainda analisadas as boas práticas das autarquias para com os seus funcionários autárquicos em matéria de conciliação entre trabalho e Família. Estas respostas ficarão disponíveis no site do Observatório, em www.observatorioafr.org permitindo a todos os interessados ficar a conhecer o trabalho desenvolvido pelas autarquias vencedoras, bem como das restantes participantes.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Afinal o Manuel Pinho só queria dizer ao camarada Bernardino que era fã do AC/DC!!!!!!!!




sábado, 28 de fevereiro de 2009

28 fev. 2009


Narciso Miranda não foi ao Congresso por se sentir "perseguido e excluído"

16h00m

O ex-presidente da Câmara de Matosinhos Narciso Miranda, que prepara uma candidatura independente àquela autarquia, disse à Lusa ter decidido pela primeira vez na sua vida não ir a um congresso socialista por se sentir "perseguido e excluído".
"Participei activamente em 14 congressos do PS e passivamente num. Neste decidi, com tristeza, não participar por me sentir excluído e perseguido", disse.
Narciso Miranda afirmou que "talvez o líder do partido, José Sócrates, estivesse apenas mal informado quando disse Sexta, na abertura do congresso, que no PS não há excluídos, perseguidos e silenciados. Mas, e afirmo-o com pena, isso não corresponde à verdade. Obviamente eles existem no partido, e não são um ou dois nem 50 ou cem", disse.
"Quem diverge, critica e exerce o direito de opinião e contraditório é obviamente excluído. Salvaguardam-se apenas alguns, poucos, que face ao impacto que causam na sociedade civil não há coragem no partido para os perseguir", disse.
Para o ex-autarca, "o mais grave é que os perseguidores que agora condenam por delito de opinião são muitos daqueles que durante os períodos mais difíceis do PS, durante os oito anos de maioria absoluta PSD, ninguém viu no terreno a defender as causas do partido".
"Bem sei que a minha intervenção no PS é hoje em dia irrelevante, mas nesses momentos difíceis ela era considerada muito relevante. Hoje observo com tristeza o partido a agir com pragmatismo frio e calculista e demonstrando pouca memória", lamentou.
"Eu tenho a coragem de dizer o que muitos socialistas sentem: sou excluído e perseguido e tenho dados concretos de uma campanha negra contra mim dentro do partido, com ataques pessoais provocados pelos yes-mens desta liderança", acusou.
Narciso Miranda, que durante duas décadas foi considerado o autarca-modelo do PS, acabou impedido de se recandidatar pelo partido à Câmara de Matosinhos, depois dos episódios na Lota de Matosinhos, após os quais morreu Sousa Franco, então cabeça-de-lista socialista ao Parlamento Europeu.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

26 FEVEREIRO 2009

Música influência prática de sexo entre adolescentes.

Adolescentes que ouvem músicas com conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais activa, segundo um estudo.
A equipa de investigação da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos da América (EUA) entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre as suas vidas sexuais e hábitos musicais.
Os cientistas concluíram que os que ouviam regularmente músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo, cerca de 17 horas por semana, tinham o dobro das hipóteses de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7 horas durante o mesmo período.
Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem sexo como um acto puramente físico e relacionado com relações de poder, diz o estudo divulgado na "American Journal of Preventive Medicine".
Não obstante, recusaram-se a mencionar que canções consideraram depreciativas, dizendo apenas que versos como “I'm gonna beat that pussy up” são comuns nas letras.
O coordenador da pesquisa, Brian Primack, afirmou, citado pela BBC, que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, "é difícil afirmar que canções de sexo contribuem directamente para que os jovens comecem a praticar sexo mais cedo", dizendo ainda que acredita que, contudo, “os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só 'coisa de jovem'".
"Não estou a dizer que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas eles devem falar com os filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correcto", acrescentou.